Jane teve uma gravidez super tranqüila, sem nenhuma complicação relacionado a pressão, apenas pequenas dores nas costas que seriam inevitáveis com aquele barrigão. Os exames comprovaram o que Jane sabia todo tempo, que aquela criança que estava gerando, era sim, a sua Diana.
George estava passando por um momento maravilhoso em sua vida. Se antes ele achava que estava feliz com Paola, agora, sentindo a alegria de ser pai, ele estava sem palavras.
Paola havia voltado para Dinamarca e não demorou muito, para conhecer um dinamarquês e foi morar com ele. Tudo estava em seu lugar. Todos felizes. Mas agora, uma outra historia estava para começar.
TiTiTiTiTi - o relógio voou para bem longe
- Que droga! Esse relógio não se toca nunca? - Era 1979. Sete da manha, era o dia do décimo oitavo aniversario de Diana. Ela já se mostrara uma moça muito bonita, loira, cabelos longos, olhos azuis, não muito alta (mas nada que um saltinho não resolva), enfim, herdou muitas características de sua mãe, inclusive a implicância com os despertadores.
Com o barulho do despertador na parede, Jane já imaginara que Diana havia acordado. Jane já estava em pé a tempo preparando um bolo minúsculo de morango para levar para a filha assim que ela acordasse, como era de costume desde o seu primeiro aniversario. Quando estava tudo pronto, Jane caminhou pela casa deles em Tulsa, até chegar no quarto da Diana.
- Bom dia, querida! Feliz Aniversário!
- Maaae! - Ela falava levantando da cama a ponto de ficar sentada esperando a mãe se aproximar, olhou o bolinho na mão da mãe e disse surpresa - Você nunca esquece!
- Como eu poderia? Diana, hoje é um dia tão especial para mim, como é para você. Graças a você, eu e seu pai podemos finalmente ficar juntos e ...
Jane contava a mesma historia todos os anos. Diana comia o bolo enquanto Jane relembrava da época em que conheceu George, quando descobriu sobre sua gravidez, toda aquela historia que faz parte de um passado muito importante para a Família Francis.
- Mãe..- ela estava um pouco pensativa -.. será que um dia eu vou encontrar meu príncipe encantado?
- Todas nós temos um príncipe, minha filha, nem que tenhamos que beijar cada sapinho que encontrarmos por ai. - As duas riram. - Agora, vamos, levante que mesmo estando de aniversario, você vai para o colégio, e depois para sua aula de canto - Jane falava beijando a testa da filha.
- Mãe, você acha que eu perderia minha aula de canto? Fala sério. Nem que esteja acabando o mundo lá fora, eu deixo de ir nessa aula! - Diana falava, levantava da cama e seguia para o banheiro mais próximo para tomar um bom banho.
O dia estava lindo. Tulsa já não era tão tranqüila quanto ä dezoito anos atrás, mas mesmo assim, continuava sendo uma cidade muito agradável de morar. Diana saiu de casa para ir a escola (ela estava no ultimo ano) e logo em seguida foi para o coral da Igreja próxima a sua casa, onde tinha aulas de canto 4 vezes na semana. Chegando lá, avistou o grupinho de amigas que ela normalmente conversava, trocava algumas idéias sobre tom de voz, letra das musicas, tudo o que mais a chamava a atenção: musica e rapazes. Sim, Diana estava de paquera com um garoto chamado Joey, mas eles nunca tinham tocado no assunto *os dois* enquanto trocavam idéias sobre musica, vida, etc.. ela não estava perdidamente apaixonada, mas Joey podia ser, sim, um sapinho para Diana beijar.
Diana estava conversando com suas amigas, recebendo os parabéns, algumas lembrancinhas por causa de seu aniversario, quando Joey se aproximou do grupo de amigas chamando a Diana.
- aah.. Diana? - Joey ajeitou a voz e repetiu - Diana?
- Joey!! - ela se virou e ao vê-lo, deu-lhe um abraço fazendo o embrulhe nas mãos geladas do garoto caírem.
- Seu presente, droga.. caiu no chão. Como fui tolo, eu devia ter segurado.. deve ter quebrado todo.. - Joey falava enquanto se abaixava para buscar o embrulho, todo sem jeito.
- Você não devia ter se preocupado comigo! Ai joey, nem sei o q dizer.. - Diana falava e olhava o garoto sem jeito pegar as coisas no chão..
- Di, isso aqui, bom.. - ele estava nervoso - eu quero dizer, eu soube, eu descobri, eu comprei isso aqui para você - ele também gaguejava, mas ele criou coragem e disse tudo de uma vez- Di, eu sei que hoje é seu aniversario e por isso eu comprei isso para você. - e finalmente entregou o presente.
Diana estava sem ter o que falar, estava feliz, e ao mesmo tempo impressionada com aquele carinho vindo de Joey. “ele é mesmo um amor!” ela pensou.
- Um presente!
- É. Espero que goste, é de coração. Quer dizer.. é para você.
- Joey, não precisava.. - ela recebeu o presente e começou a abrir, mesmo estando um pouco amassado, pois ela mesma havia deixado cair no chão a minutos atrás.
Diana finalmente abriu o embrulho e descobriu que ali dentro, tinha uma caixinha. Não apenas uma caixinha, mas era uma caixinha de vidro. Diana abriu a caixinha e ficou boquiaberta. Era uma caixinha de musica. Ela amava musica. Como se não bastasse toda a delicadeza da musica suave que saia da caixinha delicada, tinha também uma bailarina de vestido rosa claro que dançava no ritmo da musica, deixando tudo ficar ainda mais lindo. Diana estava emocionada.
- Joey! - Diana colocava a própria mão sobre a boca, como se estivesse sem fala.
- Gostou?
- Se gostei? - Diana se aproximou de Joey e deu um abraço bem forte, nada esperado por ele. - É lindo!
- Diana, eu queria conversar uma coisa com você.
- Fala Joey!
- Pode ser depois da aula? É que eu queria mais tempo para falar, e hoje a aula vai começar mais cedo..
- Vai? - Diana estava tão distraída com o presente, que nem lembrava da aula mais cedo.
- É que hoje vai chegar um aluno novo, de uma outra Igreja, e a professora quer um tempo extra para ver se esse aluno se adapta bem ao nosso grupo.. essas coisas chatas - ele estava bem mais calmo agora.
- É mesmo. Como eu pude esquecer? E claro, mais tarde, logo após o coral, agente se fala. Te vejo depois então. Xau!! - deu um beijo no rosto de joey e foi ate suas amigas para mostrar a caixinha que acabara de ganhar.
A aula de fato começou mais cedo. Meia hora antes do horário de sempre, estavam eles todos reunidos para receber o novo aluno da outra igreja. Sem atraso, a professora chegou para apresenta-lo a turma:
- Boa tarde pessoal! - e uma onda de Boa tarde correu a sala inteira - Hoje, como todos sabem, temos um aluno novo, este - fazendo ele ficar um passo a frente - é WALKER. Walker veio da igrejinha aqui mesmo de Tulsa, mas como a família Hanson se mudou para próximo de nós, aqui está, mais um aluno no nosso grupo de canto!
Diana estava um pouco distraída com suas amigas sussurrando coisas engraçadas no seu ouvido, e então demorou um pouco para perceber a presença de Walker. Mas quando Diana finalmente colocou seus olhos nele, seu coração parou. Ela sentiu um tremor estranho, uma sensação esquisita que ela até então desconhecia. Walker não tinha nada de muito chamativo para fazer Diana ficar tão impressionada, ele era um americano de 18 anos, cabelos escuros, olhos castanho, alto, magricelo.. Mas havia algo nele que ela gostava. Então, Diana deixou de dar atenção para as amigas e decidiu ficar mais atenta ao que acontecia na aula. Ual, Walker era mesmo muito atraente. Isso! Diana o achava muito atraente.
Como o esperado, o novo aluno se adaptou bem rápido e seu talento pode superar todas as expectativas da turma. Inclusive o de Diana. Ela mesma fez seu máximo durante as musicas para ver se conseguia chamar atenção de Walker. Mas mesmo que ela fosse a pior das alunas, sua beleza já tinha cativado Walker desde o primeiro contato dele com a turma. ***
- Oi, querida, chegou tarde em casa, já estava preocupada com você! - Jane vinha receber a filha na porta de casa. Diana também havia esquecido de avisar Jane de que a aula iria demorar naquele dia.- Desculpa, mãe.. - Diana contou tudo o que havia acontecido, inclusive do aluno novo.-Walker?-Jane falou no meio de um sorriso.- É mãe, o que tem?- Você devia se ver enquanto falava desse garoto. Seus olhos brilham, Diana! - Pausa - Você esta apaixonada!!- Eu? Apaixonada?? Imagina!! Eu só o vi por umas horas e só! Não posso estar..... ... Posso? -agora nem ela mesma sabia.- Di, é normal isso acontecer. Você está com 18 anos, já está na hora de arranjar um namorado.. quem sabe casar.. - Casar? Mãe!! - Ploft! Caiu um embrulho de cima da mesa. Diana levou a mão a testa e disse - Joey!!!
- Walker, minha filha. Wal-ker.
- Não, mãe! - risos - O Joey, o meu amigo.. ele comprou um presente pra mim de aniversario, e disse que queria conversar depois da aula de canto.. - Pausa - E eu com essa historia de Walker acabei esquecendo!
- Esquecendo de que? Boa Tarde, Família!!! - George tinha entrado na sala sem as duas perceberem e foi cumprimentar a filha e a esposa.
- Nada não Pai. São coisas que eu e a mãe estávamos conversando, nada que o senhor precise se preocupar! Acredite! - Diana beijou seu pai e foi para o quarto ouvir musica.
- Jane? - George já estava sozinho com Jane
- Sim, querido.
- Não tem nada acontecendo que o velho pai aqui deva saber?
- Não, George, não se preocupe. Diana esta crescendo, querido. Logo ela nos deixará para seguir sua vida. Vai casar.. e ser feliz como nós dois somos desde o inicio
- E você ainda me diz para não se preocupar? Nossa filha acabou de fazer quatorze anos...
- Dezoito.
- Dezoito? Onde eu estive esse tempo todo?? - George parecia bastante preocupado.
- Acompanhando ela crescer, querido, só isso. O tempo nos engana, passa muito rápido. Nossa garotinha já esta na idade de se apaixonar.. de se casar.. Temos que deixa-la escolher o que é melhor para o seu futuro - Jane falava indo ao encontro de George para dar-lhe um abraço carinhoso.
- Ela já está namorando.. ela não esta grávida... esta??
- Não. - Jane não sabia se ria ou se chorava.. Mas deu umas risadas para descontrair - Ela só esta um pouco encantada por um garoto que acabou de conhecer. Walker. Walker Hanson.
- Hanson? Hum.. Nunca ouvi falar. Mas me parece ser uma família boa. Então, vamos deixar nossa garotinha de.. de... hum.. quator... DEZOITO anos escolher o que é melhor para ela. Vamos tomar um café?
- Achei que não irias mais perguntar!
Os Dois então foram tomar um café, como faziam todas as tardes. Diana estava em seu quarto ouvindo musica. A que tocava na vez era a `Splish Splash` muito conhecida na época. Diana adorava dançar na frente do espelho quando o assunto era Rock `n Roll. Não era porque ela cantava gospel que não poderia gostar de outros tipos, certo? Ela tinha muuitas fitas K7 - Otis Redding, Johnny Taylor, Chuck Berry, Aretha Francklin, The Supremes, The Temptations, The Four Tops, Buddy Holly, The Beatles, The Beach Boys e Elvis Presley. Na verdade Diana tinha um verdadeiro acervo em seu quarto.
Diana estava já dançando em seu quarto, com suas roupas mais confortáveis, por quase meia hora, quando sua mãe chegou de fininho, colocou apenas a cabeça para dentro para dar a filha alguns recados.
- Diana? Abaixe um pouco o som, filha. Sua amiga Duda esta no tel querendo falar com você, e depois que falar com ela, venha ate a cozinha para fazer um lanche, tudo bem? E.. ah! Lave o rosto porque você esta toda suada..
- A Duda? O que será que ela quer?
- Ela está te esperando no telefone, melhor você ir lá falar com ela.
- Tudo bem, mãe. Obrigada!
Diana correu ate o telefone mais próximo, a amiga já deveria estar esperando a algum tempo.
- Alo?
- Oi Di!
- Desculpa a demora Duda, mas é que estava no meio das minhas musicas, e vc me conhece.. eu quando fico com elas, esqueço do mundo..
- Tudo bem, e pelo jeito não é só a musica que te faz esquecer o mundo, não.. tem outra coisa agora, chama Walker.
- Do que você esta falando? - Se fazendo de desentendida.
- Ah! Di, por favor né. Somos amigas, e você sabe que pode me contar tudo que quiser. E a carinha do Joey te esperando hoje no final da aula de canto não me deixou nada contente. Não faz muito tempo que cheguei em casa, e quando eu saí de lá, ele ainda tinha esperança de que você iria voltar para falar com ele.
Diana olhou para o embrulho meio amassado que ainda estava em cima da mesa e sentiu a pior garota do mundo. Ela realmente tinha esquecido de Joey, mas nunca imaginaria que ele pudesse esperar por tanto tempo..
- Duda, você acha que ele ainda ta lá?
- Dependendo do que ele pretende com a conversa de vocês, acredito que ta sim.
- Duda..
- que foi?
- O que eu seria sem você??
- Nada, sua besta.. corre lá e não deixa o menino magoado!
Diana soltou um rápido love you no telefone e correu para a porta de casa naquele mesmo traje de suada, nada cheirosa.. Sua mãe tentou impedir, mas também ficou apenas com um agora não.. bem rápido enquanto Diana saia atrás de Joey.. Sorte que a igrejinha ficava logo ali no final da rua.
Chegando perto do suposto local marcado.. Diana já não encontrava aquele Joey alegre e despojado. A única coisa que estava ali parado, era o amor despedaçado do garoto. Sim, ele ainda estava esperando..
Diana chegou com os pulmões (e o coração) na mão. Joey, quando avistou a garota vindo em sua direção, abriu um sorriso e se levantou na mesma hora e foi ate ela.
- Oi .. Diana.
- Joey, desculpa. Eu sei que você deve estar me odiando por eu ter esq.. - Joey não deixou ela terminar
- xiii.. Di, não precisa se explicar. Acredito que se você não veio antes, era por que realmente não pode. Te esperei ate agora por que eu te conheço e senti que você iria vir.. Afinal, você veio de onde? Correu a cidade toda para chegar ate aqui? - Os dois riram, ele olhou nos olhos dela - Você está linda. Surpreende-me a cada dia mais..
- Joey, onde você esta tentando chegar? - Diana estava tentando recuperar o fôlego perdido
- Quer a verdade?
- Claro..
- Em você. - Joey não sabia de onde tinha tirado tanta coragem naquele momento. Provavelmente, deve ter sido de todas as vezes que ele ensaiou enquanto esperava Diana..
Aquilo seria tudo o que ela gostaria de ouvir, se não fosse o pequeno fato de ela estar encantada por um garoto que não era o Joey. Ela não poderia magoa-lo como Duda havia dito.. Afinal, ele era seu amigo e o clima iria ficar muito pesado.. Ela tinha que pensar muito antes de falar qualquer coisa.
Antes de Diana começar a falar qualquer coisa a Joey, ela avistou o Walker no outro lado da rua, muito provavelmente a caminho da casa dele que ficava por ali. O coração da garota começou a bater muito forte, como se quisesse dizer algo muito importante a ela naquele momento.
Mesmo sem saber se os sentimentos de Walker correspondiam aos dela, ela resolveu não dar falsas esperanças ao Joey, que estava ali, disposto a abrir seu coração a ela. Então, com muito cuidado com as palavras, Diana explicou a Joey que aquilo que passava pela cabeça dele não seria possível. Ela foi sincera mas não o magoou.
- Mas Di, eu achei que você gostasse de mim do jeito que eu gostava de você.. - Joey falava como se tivesse revendo seus pensamentos.. estava tudo tão encaixado, agora ele não entendia mais nada.
- Eu poderia ficar aqui o resto da tarde te pedindo desculpas e repetindo o quanto eu gosto da nossa amizade. Mas eu não posso te magoar, isso me faria a pior pessoa do mundo. Imagine! Sem contar que eu tenho que tirar esse agasalho terrível.. - Diana só agora foi notar o quanto horrivel que estava.
- Você está linda..
- Joey..
- Ok... tudo bem. Já entendi. Só amigos. - Joey estava falando para ele mesmo.
- Joey, você não precisa mentir para agradar. Eu to horrível! - os dois riram. Abraçaram-se e Diana voltou para casa, cantarolando a musica * love me * do Elvis Presley: “Treat me like a fool -
Treat me mean and cruel, But love me - Wring my faithful heart - Tear it all apart, But love me”
* * *
Duas semanas se passaram e os encantamentos de Diana por Walker haviam aumentado muito. As trocas de olhares eram inevitáveis e suas amigas já tinham sacado tudo, desde o inicio, claro, e resolveram ajudar também. Como esse sentimento de Diana era segredo, é obvio que todos já estavam sabendo, inclusive Walker.
Diana estava na Igrejinha, com sua amiga, sentada no banquinho, aguardando sua aula começar. Walker tinha chego mais cedo naquele dia. Estava aparentemente nervoso. Parecia que tinha pensado bastante sobre um assunto e estava decidido pôr algum plano em pratica. Ele havia tentado falar com Diana umas três vezes, mas os contratempos nunca deixavam, e agora, ele estava na mesma sala que ela, tinham tempo disponível.. Ele tinha que agir. Para ele, Diana não era mais uma garota para curtir a vida.. ele via algo nela que realmente o deixava quebrado. Sim, Walker agora, alem de um ótimo musico, estava se tornando um homem apaixonado.
- Diana!! Olha o Walker chegando ali! - Duda apontava para a porta da sala da aula de canto.
- Para de apontarrr!! - Diana dava gritinhos baixos o suficiente para ele não escutar, mas notar que ela também estava ali.
- Diana.. - Duda falava olhando para cima.
- O que?
- Ai.. - estava roxa.
- Duda, fala!
- Diana? Diana seu nome? - Uma voz masculina, forte, vinha de trás da garota que agora estava sem fala, então, ela só virou e ao ver quem era, apenas levantou as sobrancelhas.. Era o Walker.
- É.. Oi! - Sorriu, mas agora quem tava roxa era ela.
- Sou Walker Hanson. Podemos conversar? - ele olhou no relógio.. “- Que braços!” - Diana pensou - Ainda falta meia hora para aula começar.. e como eu percebi que você costuma chegar cedo.. então resolvi vir também.
- Oi Hanson. - um sorriso largo - Pois é. Eu fico sempre aqui conversando com a Duda.. - Ela mostrava o lugar enquanto olhava para os lados numa tentativa frustrante de encontrar Duda mas ela não estava mais ali. Diana não ligou muito, pois tinha certeza de que sua amiga tinha feito aquilo de propósito.
- Posso me sentar?
- Claaaroo! Senta aqui.. - Diana era um sorriso em cima de um corpo. Ela estava muito feliz.
- Você mora aqui perto, não é?
- Moro, logo ali no final da rua.
- Sei onde é. - Ele sorria.
- Sabe?
- Andei investigando
- Me investigando?? - o largo sorriso se transformou em dois olhos arregalados.
Walker percebeu que tinha assustado Diana, sem querer, e tentou tirar essa má impressão logo, antes que sua imagem com a loira ficasse feia.
- Não se preocupe, não sou nenhum tipo de maníaco que você esta pensando.. - Os dois riram.
- Você não sabe o quanto estou aliviada agora.. logo você... - ela já estava falando demais..
- Logo eu? Você tem algo para me contar? - ele sabia que tinha.
- Vamos voltar naquele assunto que VOCÊ é o maníaco e eu sou a mocinha? - Diana escapou por pouco.
- Eu tive uma ótima impressão sua, desde a primeira vez que a vi. Eu estava meio chateado por ter que mudar de onde eu estava, mas acabei agradecendo meus pais por ter me trazido para cá, onde eu pude encontrar uma garota tão alegre e bonita quanto você.. Acredite.
Ele era tão charmoso..
- Você canta muito bem, Diana, me arrepio sempre.
- Obrigada, mas você ainda nem me ouviu cantar..
- Precisa? Esses olhos, sua boca - ele tocava nela em cada parte que falava - esse coração.. bom, eles exaltam tanto carinho e amor pela vida, que seria impossível e uma injustiça não transmitir na sua musica..
- ... - Diana estava pasma. Queria se beliscar, mas ia ficar feio. Era perfeito demais. Ele era o homem dela, o WAL-KER.
- Desculpa se te deixei sem jeito, mas a sinceridade, na minha opinião é o melhor caminho..
Diana não poderia ficar mais vermelha. Depois de um sorriso tímido, ela se ajeitou no banco para ficar mais confortável e então se manifestou.
- Obrigada pela sinceridade. Obrigada pelas palavras, obrigada por ter vindo ate mim..
- Obrigada por não ter me chutado ainda daqui - os dois riram, um silencio..- .. Você tem namorado??
- Ainda não. Estou esperando pelo meu príncipe encantado..
- Eu já entendi.. “você quer um príncipe e eu sou apenas um sapo perdido..” certo?
- Um príncipe nunca vira príncipe se um sapo nunca for beijado.
Silêncio.
- Di,- ele já se achava íntimo - eu sei que parece meio cedo, a gente não se conhece direito ainda.. Mas eu me conheço e o que eu senti da primeira vez que te vi, não pode ter sido apenas uma brincadeira de mau gosto do meu coração. Ele bateu de verdade. Acredita em amor a primeira vista?
- Acredita em príncipe encantado? - os olhos estavam brilhando, o coração apertado.
- Eles se parecem comigo? - ele riu e virou de perfil para ela olhar..
- Hum.. vamos ver.. se fechar um pouco os olhos, e dar umas piscadelas.. Acredito que você chegue muito perto.. - Outras risadas. O que era para ser romântico, virou uma conversa muito divertida. Ele olhou Diana no fundo dos olhos, engoliu a saliva que não existia em sua boca, ninguém estava mais rindo de nada. O momento era serio agora. Era a hora.
* Um beijo *
* um sorriso *
* outro beijo *
A aula começou e eles ficaram de se encontrar mais tarde para tomar um sorvete, passear na praça.. afinal, eles tinham muito que conversar.
Um comentário:
ahhhh...
que bunitinhuuuuu...
ps. fiquei realmente feliz pela Paola ter encontrado um dinamarques...
estava triste por ela ter sobrado igual jiló na janta no cap. 2...
tah muito legal!!!
Anne
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